sábado, 31 de janeiro de 2009

Esta Semana recomendamos (19)...


Internet
www.magnumphotos.com
A Magnum é uma das melhores agências de fotografia do mundo e o seu site é um deleite para os olhos. Fundada em 1947 por fotógrafos que queriam partilhar as suas experiências da II Guerra Mundial, conquistou ao longo dos anos um lugar de respeito na cobertura de realidades e acontecimentos internacionais. No site é possível ver várias galerias de fotos dos fotógrafos seleccionados pelos editores da Magnum.

Cinema:
" Revolutionary Road" De Sam Mendes
Com: Leonardo DiCaprio e Kate Winslet

Livro
Banda desenhada
"Lucky Luke - O Homem de Washington"
Edições ASA

DVD
"Resident Evil - Degeneração"

CD
" Putumayo presents: Women of Jazz"

Jogos
PS2 - Tom Raider: Underworld
XBOX 360 - You`re in the Movies + Câmara


Música
"Xutos e Pontapés"
6 e 7 de Fevereiro
22 horas
Centro Cultural Olga Cadaval
Auditório Jorge Sampaio

Teatro
"Sétimo Céu", de Caryl Churchill
Encenação de Fernanda Lapa
De 4ª a Sábado às 21h30m
Domingo às 16h00
Teatro Mirita Casimiro - Cascais
Até 22 de Fevereiro


Teresa Amaral

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CLUBE CONTADORES DE HISTÓRIAS...dos nossos Amigos da Escola Secundária Daniel Faria – Baltar

MOZART, O MENINO MÁGICO...
Havia um cravo no meio do quarto e uma janela a dar para a rua. O cravo não era uma flor e sim um instrumento polido, elegante, bonito, capaz de fazer música, de encher os dias com o som suave das suas teclas brancas e negras, com a alegria dos seus acordes, das suas harmonias leves e limpas como a voz do vento.
O menino levantou-se do chão, sentou-se no banco almofadado e pousou as mãos pequeninas sobre as teclas. Que música ia nascer dos seus dedos saltitantes como pássaros contentes com a chegada da Primavera?Atrás do menino havia um vulto e atrás do vulto uma luz igual à que cobre as telas dos pintores.
O menino gostava da luz e o seu sorriso de menino feliz era já uma espécie de música a enfeitar a vida da casa.“Amadeu”, — disse a voz atrás do menino —, “hoje tens ainda muito trabalho pela frente, dois minutos para estudar, uma longa lição para aprender.”
O menino gostava que soubessem que, para ele, tocar era uma maneira de brincar e que o cravo, o piano e o violino bem podiam tomar o lugar dos cavalos de pau, dos soldadinhos de chumbo, das máscaras de cartão.
Um dia o menino desenhou a giz um rosto no chão, uma andorinha no tapete persa, uma borboleta na tampa do cravo. Depois inventou letras gémeas dos algarismos e das notas de música e deu nomes raros às melodias que lhe esvoaçavam na cabeça, roubando-lhe o sono e osossego.Os dedos do menino saltavam, nervosos, de tecla para tecla, de música para música.
O vulto, atrás do menino, era familiar e meigo. Chamava-lhe Pai, queria-lhe muito. À frente, num trono alto, um homem enfeitado de ouro ouvia, atento, a música que nascia dos dedos pequenos do menino. Chamavam-lhe Imperador e era senhor de uma cidade luminosa chamada Viena. Gostou do que ouviu e disse: “Há-de ir longe, muito longe este menino”. Não se enganava, o Imperador.
O menino não gostava de castigos, de notas desafinadas, de ralhetes, de sons de trompete. Amava a doçura do cravo e a voz alta e sonante do piano. Queria tocar com os dedos pequeninos o horizonte da música. Não lhe faltava nem vontade, nem saber, nem engenho. Era um menino mágico igual aos dos sonhos e das lendas.Um dia o menino faz as malas, guarda nelas, bem guardados, os brinquedos e as partituras, pega na mão da irmã, na mão do pai, nas rédeas do vento e lança-se na lonjura dos caminhos. Hoje Munique, amanhã Paris, depois Bruxelas e Coblenz, mais adiante Londres e Frankfurt.
O menino aprende os nomes das cidades e das gentes que se deixam assombrar em salas brilhantes e grandes com o som da música que nasce, irrequieta, dos seus dedos.“Chegou o dia”, diz o pai do menino, “de mostrares as tuas sinfonias”.
O menino achava que era ainda cedo, mas gostava de obedecer à vontade do pai. Escreveu no caderno de viagem os nomes de Bach e de Haendel e da música de ambos fez companhia fiel para concertos e andanças. A música era agora o seu único brinquedo, a festa dos seus dedos pequeninos e velozes sobre as teclas brancas e negras.Rendem-se as cidades à magia dos seus dedos que inventam trios e sinfonias como cascatas de som. Hoje Haia, amanhã Paris, depois Milão, de novo Londres e Munique.
O menino está doente e cansado. Chamam-lhe prodígio, menino-prodígio, e ele não gosta.Prefere que lhe chamem apenas menino, ou então Wolfgang Amadeus, Amadeu para os amigos que com ele partilham a viagem destes versos.
O menino gosta de fazer amigos. Florença é uma cidade bonita, clara e cantante, com praças, igrejas e mercados. Um outro menino com dedos mágicos como os seus toca violino e gosta de brincar. Chama-se Tomás e tem olhos azuis. A música os junta, a música os separa.Cada um segue o seu rumo, que as estradas de fazer amigos nem sempre são iguais às de fazer música.Em Roma há quem diga: “Uma grandeza assim só em Miguel Angelo”.
O menino não sabe quem seja, se é músico ou pintor, mas pressente que é alguém tão alto e brilhante como as catedrais do mundo na hora fantástica em que todos os sinos chamam para a festa. O menino tem nos ouvidos o eco imenso dos aplausos. Que lhe dêem, doravante, tudo menos silêncio e escuridão.O menino não gosta de usar cabeleira postiça, casaca bordada a ouro, pó na face. Mas que há-de fazer? Toca nos salões, nas salas de concerto para gente rica e exigente e só lhe resta seguir a moda, respeitar o gosto de quem manda. Ninguém espera que ria, que brinque, que salte e que corra. Mas ele, às vezes, lembra-se que ainda é menino e em vez de música deixa uma pirueta, uma careta na lembrança de cardeais e de duques.
O menino também sabe cantar com uma voz fina e perfeita que enche as capelas e os salões. Canta um Miserere e Roma fica de joelhos a adorar nele uma santidade que não tem, uma realeza que não quer ter. Ele é somente um menino, um menino de músicas mágicas, mas ainda e sempre um menino.Às vezes o menino sonha que tem altura de estátua, largura de rio, tamanho de onda.Depois acorda em sobressalto e sobra-lhe do sonho que teve uma réstia de som, um farrapo de música, um ímpeto de sinfonia.
O menino descobre que cresce ao ritmo dos sonhos que de noite e de dia o visitam, à velocidade luminosa dos astros.O menino acrescenta palavras à música, dá voz a personagens, dá corpo a reis e a mitos, dá nome a cidades e a séculos. Tem catorze anos e escreve uma ópera. Depois escreve uma cantata para casar um arquiduque. Dá nomes às óperas: Mitridate, Lúcio Silla, Finta Giardiniera. O mundo é um tapete de espantos e vénias que se desenrola a seus pés.O triunfo é um pássaro que lhe cabe na concha da mão. Mas apetece-lhe ser sempre menino. Para sempre menino, como se pudesse ser esse o seu destino.
O menino está em Paris, mas pertence a todas as cidades que amam a sua música, que cantam na voz das suas óperas e cantatas. Paris abre-lhe portas que a tristeza se apressa a fechar. Parte a mãe para um lugar aonde não chega, nunca chegará, o som da sua música.
O menino está só e infeliz. Sente-se indefeso como todos os meninos. Volta a casa e chora, dobrado como um menino triste, no colo do pai que o consola.O menino sonha com uma flauta que seja mágica, com uma música que seja diferente.Usa a língua italiana nas primeiras óperas e a língua alemã, a que entra no que diz e no que escreve, para escrever outras a que chama: Flauta Mágica, O Rapto do Serralho. Todas lhe exaltam a mão esquerda, a mágica mão que dança sobre as teclas como uma bailarina com véus de sonho e de brisa.Há um vulto ao lado do menino, que não é o de seu pai, nem o de um anjo protector. É um vulto que se escreve com nome de música. Chama-se Joseph Hayden e diz: “Compositor maior, senhores, nunca eu vi ou ouvi”. O menino torna-se gigante na admiração e no afecto dos que oouvem tocar. É um menino gigante com um riso alegre e sonoro como é sempre o riso dos meninos quando a música os faz felizes.
O menino é pálido, magro, doente. Mesmo quando a febre e a fadiga o levam à cama, não deixa de compor, de escrever, de inventar sinfonias e concertos, de mandar cartas, de endereçar mensagens. Não sabe nem quer parar. Não é capaz. Há nos seus olhos uma luz que não se apaga e que o faz ter sempre rosto de menino, idade de menino, gestos de quem ainda deixou muito para brincar.As mãos do menino cantam, dançam, inventam. São mágicas como o riso do menino.Quando se erguem no ar, fazem crescer a força da música que acorda as cidades, de Salzburgo, onde nasceu, até Milão, Paris ou Londres, que não se cansam de dizer: “Como tu nunca vimos igual”. Mas o menino sente que o elogio é coisa incómoda, de feição só para gente idosa. Dá uma gargalhada e nasce uma nova sinfonia.As mãos do menino esbanjam o dinheiro que ganham com pequenas e grandes coisas, com festas e com surpresas, presentes e brindes.
O menino é generoso e gosta de ser amado.Só se sente feliz quando, à sua beira, os outros também são felizes. É essa, afinal, a lei de ouro da sua música.O menino sabe que a harmonia do mundo começa e acaba na sua música. Fora dela é a desordem, a tristeza, a doença. Façam-lhe tudo menos estragar, ofuscar a luz da sua música.Vê-lo-ão em fúria, com mãos ameaçadoras e palavras altas e graves, se lhe maltratarem uma sinfonia, uma cantata, uma ópera.O menino esquece-se do tempo. A música acena-lhe de dentro da noite, chama alto por ele. E ele perde o sentido das horas, deixa escapar por entre os dedos o fio do tempo. Compõe, compõe sempre, com uma pressa só igual à de quem corre contra o tempo por saber que já não tem tempo. Dorme sem ter horas, escreve sem ter fome ou sede, inventa-se e reinventa-se no muito que faz como se lhe restassem poucos dias para o fazer, para o sonhar.Engana-se quem o festeja, quem o quer adulado e adorado. Para ele só a música conta e a ternura dos que ama, a da mulher, do pai, dos amigos. A música não é uma casa, nem uma estrada, nem uma lua acesa a medo no escuro da noite. A música é um universo povoado por cometas, planetas e sóis de mil e uma cores. E ele é o único habitante capaz de pôr ordem nesse universo, de lhe dar harmonia, sentido e voz.Há quem não goste que o menino toque de igual modo para os que tudo têm e para os que são donos de nada. Para uns querem brilho, para outros silêncio apenas. Mas o menino não faz distinção entre uns e outros. Para ele há os que sabem e os que não sabem ouvir. No meio está uma espiral de sons, de notas mágicas, que cresce com os sonhos do menino.
O menino tem já a idade das sinfonias e das óperas que compôs. Cresceu, mas não deixou de ser menino. Acorda quando o dia acorda e passeia pela casa arejada e branca as ideias novas, as melodias cantantes, os fragmentos de música que depois vão salpicar de notas as partituras, os cadernos. Nenhum dia é igual ao outro dia. Sucedem-se, diferentes, porque a música que os habita também nunca se repete.Um dia, um rei diz ao menino: “Esta ópera é muito bela, mas tem notas a mais”.
O menino, que é rei e senhor da sua música, fica sisudo e responde: “Só tem as notas que são precisas”. Aos reis, aos imperadores, aos arquiduques só se responde quando eles pedem uma resposta. Mas o menino, que também é rei, à sua maneira, responde com as palavras que acha justas e acertadas. Não precisa de coroa nem de trono.Há um muro de inveja levantado à volta do menino. Mas ele não se importa porque sabe que há uma luz que nada nem ninguém impedirá de entrar na sua música. Cobiçam-lhe a alegria, o génio, o gosto de ser menino, o riso e o prazer de ser livre. Mas ele não se importa porque sabe que há na sua música uma voz a que nenhuma outra voz se pode sobrepor, por ser única e imensa.
O menino nunca abandona aqueles que ama. A música é a ponte que os liga. Constança, sua mulher, adoece e o menino, que a vida tornou crescido e atento a tudo, toca para ela, para que a febre baixe e a dor não lhe roube o sono. “Dorme, Constança, dorme porque há uma música bonita que traz sonhos nas asas e os poisa sobre as tuas pálpebras”.A doença começa a lançar um véu de tons sombrios sobre os olhos do menino, que nunca pára de tocar, nem para dormir nem para comer.
O menino sente que uma grande pressa lhe magoa o peito e lhe agita os dedos. Todas as horas se tornam apenas instantes quando tem de compor. Todos os dias se tornam minutos quando tem de tocar. Uma vida inteira, mesmo longa, seria breve para toda a música que tem dentro da cabeça.Hoje um acto de ópera, amanhã um andamento de sinfonia ou de concerto, uma cantata, um divertimento.
O menino sente que a febre lhe arde nos olhos e que a noite lhe adormece nos dedos. Tem pressa, cada vez mais pressa. Chegam amigos, mas não está para eles; quer estar só. Só, com a música toda que tem para escrever.Um homem visita o menino sem deixar o nome. Fala de alguém que partiu, da pena que sente, da tristeza que o verga. Quer uma música que saiba dizer tudo isso e muito mais, que diga a sombra e a mágoa. A encomenda está feita, o preço combinado: cem ducados. Ficará pronto, promete o menino, em quatro semanas. Com o Requiem, que é assim que a obra se chama, cresce, veloz, a tristeza do menino.Um pássaro vestido de névoa pousa no parapeito da janela do quarto do menino. Anuncia dias sem luz, horas magoadas e sombrias. E o menino trabalha, trabalha sempre, no desamparo da cama desfeita, da comida entornada, da febre a subir, do corpo a doer. Tem pressa, muita pressa, mas o tempo não chega para cumprir a promessa.O pássaro está pousado dentro do sono do menino a vigiar-lhe os sonhos, a seguir-lhe as ideias, a afugentar-lhe a febre com um constante bater de asas. A cabeça do menino está cheia de música. Entram e saem do quarto aqueles que ama. “Está tão doente o menino”, lamentam-se. Ele não os pode ouvir, que os seus ouvidos são conchas, búzios e casulos onde a música não cessa nunca de tocar.
O menino adormece e acorda, desmaia e volta à razão. Deixou de poder distinguir a noite do dia, a sombra da luz. E a pressa, essa, nunca abranda. “Tenho o Requiem para acabar, não faltarei à promessa”. Mas falta sem querer faltar. Quando vêm buscar a obra, o menino fechaos olhos e já não está para responder, seja a quem for.É mais triste que a tristeza o dia da despedida. O menino vai deitado com tão pouca companhia: as lágrimas de quem sempre soube amá-lo, a sinfonia grave da chuva, mais a cantata do vento, mais a ópera do silêncio. Há um pássaro pousado no poleiro alto de um cedro a dizer adeus, baixinho, com um leve bater de asas. “Adeus, menino, adeus que saudades já temos de ti...”No patamar de uma nuvem está um cravo aberto, um piano com teclas de vento.
O menino senta-se e toca e as estrelas em volta começam a cantar. Passa um cometa e diz: “Bonita música essa, Amadeu. Passa um meteoro e murmura: “Ensina-me também a cantar, Amadeu”. Cá em baixo, na terra, enfeita-se o silêncio com o eco de mil coros.
O menino guarda a partitura e viaja sobre um raio de luz até ao planeta distante onde só a música pode ser rainha.Está um pássaro pousado nas teclas de um piano, está um pássaro a cantar enquanto a noite dorme.
O menino brinca com a lua, veste casaca bordada a ouro e tem cabelos feitos com fios de prata.Voltou a ter a idade saltitante dos brinquedos e dos sonhos. O seu riso é do tamanho da alegria do mundo. Tudo em redor se cala só para o ouvir tocar, com o encantamento imenso que apenas a magia é capaz de explicar. Até já, até sempre, Amadeu!
José Jorge Letria
Mozart, o menino mágico
Porto, Ambar, 2006

INFORMAÇÃO...


Bandeira Nacional

A 19 de Junho de 1911, depois de se implantar a República, a Bandeira Nacional substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional.


E como é a nossa Bandeira?

A Bandeira Nacional é dividida na vertical com duas cores fundamentais: verde escuro do lado esquerdo (ocupando dois quintos) e encarnado à direita (ocupando três quintos).

E as suas cores? O que significam?
- o vermelho é uma cor de força, coragem e alegria, que representa o sangue derramado pelos portugueses;
- o verde, a cor da esperança e do mar, foi escolhida em honra de uma batalha onde esta cor deu a vitória aos portugueses.
Ao centro, sobre as duas cores, tem o Escudo das Armas Nacionais, e a Esfera Armilar Manuelina, em amarelo e avivada de negro.Simboliza as viagens dos navegadores portugueses pelo Mundo, nos séculos XV e XVI.

E as restantes cores, significam o quê?
Parece que houve muitas discussões por causa delas!
Acabou por se decidir que:
- o branco representa a paz;
- o Escudo lembra a defesa do território;
- as Quinas, a azul, representam as primeiras batalhas na conquista do País (diz-se que são os cinco reis mouros vencidos na Batalha de Ourique por D. Afonso Henriques);
- cada quina contém cinco pontos brancos: as cinco chagas de Cristo que ajudou D. Afonso Henriques a vencer esta batalha;
- os sete castelos amarelos representam os castelos tornados aos mouros por D. Afonso III.
Sabes o que significa a esfera armilar?
Foi um símbolo que o Rei D. Manuel I escolheu para representar as descobertas marítimas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

NOVAS ENTRADAS NA BIBLIOTECA...

Oferta do RODRIGO ESTEVES, filho da Profª Silvia Ramos:



LITERATURA INFANTIL


O Castelo do Queijo


A História da árvore Elvira


A quinta do Zacarias


Matilde a galinha diferente


O coelhinho azul


O mundo da coruja


Todos fazemos disparates


Cai, chuva, cai



LITERATURA JUVENIL


Uma aventura na escola


Uma aventura no bosque


Uma aventura entre Douro e Minho


Uma aventura alarmante


Uma aventura em Lisboa


Uma aventura na falésia


Uma aventura em viagem


Uma aventura nas férias do natal


Os cinco e o colar de pérolas


Os cinco e o tesouro do pirata


A primeira aventura dos sete


A ameaça da Bola-F


Logo se Vê


Morangos com Açucar, ao som do Hip Hop


Morangos com Açucar, uma viagem inesperada


Morangos com Açucar, as confissões de Ana Luísa


2 Histórias de Natal



O Centro de Recursos, agradece reconhecidamente.

NOVAS ENTRADAS:

LITERATURA ESTRANGEIRA

QUMRÂN O Enigma dos Manuscritos do Mar Morto

SOCIEDADE:

Como procurar emprego

Informação e Orientação Profissional - Opções e Roteiros 2vol.

Anuário das Escolas Profissionais 2008/2009

Profissões - Guia de caracterização profissional Vol.III 1999

NOVOS FILMES EM DVD NO CENTRO DE RECURSOS...


Disponíveis de imediato:


HELLBOY

HELLBOY O EXERCITO DOURADO

HARRY POTTER E A ORDEM DA FENIX

COMO PERDER AMIGOS...

O FILHO DO RAMBO

MULHERES

BABY MAMA

PINEAPPLE EXPRESS

CITY OF EMBER

THE PING PONG CLUB

COTTON CLUB

INDIANA JONES E O TEMPLO PERDIDO

INDIANA JONES E A GRANDE CRUZADA

O PIANO

TUDO O VENTO LEVOU

007 RISCO IMEDIATO

007 GOLDEN EYE

007 OS DIAMANTES SÃO ETERNOS

007 ALVO EM MOVIMENTO




sábado, 24 de janeiro de 2009

Esta Semana recomendamos (18)...


Internet
www.dominiopublico.gov.br
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre , mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos.
Imaginem um lugar onde nós podemos gratuitamente:
· ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores histórias infantis e vídeos da TV ESCOLA e muito mais.
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta aceder a este site:
Só de literatura portuguesa são 732 obras.

Cinema
"Resistentes" de Edward Zwick
Com Daniel Craig, Jamie Bell e Liev Schreiber
O ano é 1941 e os judeus da Europa Oriental estão a ser massacrados. No intuito de fugir à morte certa, três irmãos refugiam-se nas densas matas, que conhecem desde a infância e dão início a uma desesperada batalha contra os nazis.


Livro
"Revolutionary Road" de Richard Yates
Considerado pela revista Time como um dos melhores 100 livros editados em língua inglesa desde1923.

CD
"Some Guys Have All The Luck" ( deluxe edition 2 CD + DVD)
Rod Stewart

DVD
"Calígula" - Edição Imperial (1979)
Com Malcolm McDowell, Peter O`Toole

Jogos
PS3 - "The Lord of the Rings: Conquest"
XBOX 360 - " Scene it? Box office smash" + campaínhas

Espetáculo
Banda Simfónica: O Exército e Corvos
30 e 31 de Janeiro
22 horas
Auditório Jorge Sampaio
Centro Olga Cadaval


Concerto
"Um encontro com...Pedro e o lobo"
1 de Fevereiro
16 horas
Auditório Acácio Barreiros
Centro Cultural Olga Cadaval


Teresa Amaral

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

NOVAS ENTRADAS NA BIBLIOTECA...


Oferta de Ana Isabel Almeida:


LITERATURA JUVENIL

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Harry Potter e o Principe Misterioso


LITERATURA ESTRANGEIRA

A regra de Quatro

O Reino do Dragão

O Bosque dos Pigmeus

A cidade dos deuses selvagens

O vento dos Khazares

O cálice de Ferro


O Centro de Recursos agradece reconhecidamente.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Como habitualmente... dos nossos Amigos da Escola Secundária Daniel Faria – Baltar (Clube de Contadores de Histórias)...


A FLOR E O SINO


Como é que uma flor e um sino podem caber na mesma história?Há-de ser difícil. A flor tão rasteira e o sino tão alto nada têm a ver um com o outro. Hão-de pertencer a histórias diferentes.Talvez sim e talvez não…A flor tinha acordado, na ponta de um caule, quando o sino se pôs a badalar. Abriu-se de espanto, porque nunca tinha ouvido música assim: tlim-dlão-dlim…Mas tudo tem uma lógica, um começo, um antes do que está para vir. Nós contamos.A erva donde a flor nascera tinha rompido a terra como um dedo espetado, que quer chamar a atenção:— Perguntem-me porque nasci — gritava a erva, numa vozinha de erva-fina.Ninguém lhe perguntava.E ela, impaciente, sempre na sua:— Perguntem-me porque nasci. Perguntem-me.Estávamos bem servidos, se tivéssemos de dar conversa a todas as ervas do caminho…— Então, não querem saber? Perguntem-me — teimava a erva.Fartos de ouvi-la, debruçámo-nos, enfim, para a ervinha.Logo ela, muito direita, na sua importância de erva fresca, nos disse:— Nasci, sabem porquê? Nasci para dar uma flor.Olha a admiração! Nisto o sino, tlim-dlão-dlim, tlim-dlão-dlim, e apareceu a flor.— Quem me chama? Quem me chama? — perguntou a flor, que nasceu a falar.O sino anunciava um casamento. Era o José mais a Maria que iam casar.O noivo, antes de entrar na igreja, colheu, à beira da estrada, uma flor com que enfeitou a lapela. Logo por coincidência, a flor que tinha acabado de nascer.Aí têm como um sino e uma flor podem caber na mesma história. Mas não acaba aqui.Passado tempo, a flor desprendeu-se da lapela. Já tinha dado um ar da sua graça. Secou, desfez-se, juntou-se à terra. É sempre assim.Na Primavera seguinte, mais coisa menos coisa, o sino outra vez a badalar: tlim-dlão-dlim, tlim-dlão-dlim. Desta vez, era um baptizado, o do menino José Maria, filho de Maria e do José.Depois, houve boda. No centro da mesa, um grande ramo de flores campestres, iguais à que viveu nesta história.Tudo se multiplica. Pelos tempos fora, o sino vai voltar a bater e as flores a crescer. É uma história que não acaba.


António Torrado


Esta Semana recomendamos (17)...


Internet
http://www.time.com/time/specials/2008/top10
A cada fim de ano é frequente fazer-se o apanhado do melhor do ano que passou. Se ainda não viu os tops que a revista Time fez, corra para este endereço e não se vai arrepender!

Livro
"Vale a pena mandar os filhos à Escola?" de Maria Filomena Mónica, da Editora Relógio ´d`Água
Este volume reúne vários textos avulsos publicados pela investigadora e versam a temática do ensino. São textos interessantes e que retratam dúzia e meia de anos de observação própria e promenorizada.

Cinema
" O Estranho Caso de Benjamin Button" de David Fincher. Com Brad Pitt, Cate Blanchett e Julia Ormond
O filme conta-nos o caso realmente "curioso" de um homem que nasce com aspecto de velho. À medida que se desenvolve, o seu aspecto vai rejuvenescendo de tal modo que quando está à beira da terceira idade parece um adolescente.
O resultado é uma parábola entre o maravilhoso e o inquietante, sobre a percepção do tempo e a máquina metódica do envelhecimento.

DVD
"Tempestade tropical" com Ben Stiller

CD
"Linkin Park: Live in Texas" (special edition CD+DVD)

Jogos
Xbox 360 - "Gears of War"
Nitendo DS - "Crash Bandicoot: Mind Over Mutant"


Música
Tango Quattro
23 de Janeiro
22 horas
Centro Cultural Olga Cadaval
Auditório Jorge Sampaio


Haydn 2009 Ensemble Contrapunctus
20 de Janeiro
21 horas
Auditório Acácio Barreiros



Boa semana.

Teresa Amaral

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

NOVAS ENTRADAS NA BIBLIOTECA...


O Centro de Recursos adquiriu recentemente:


Trisavó de pistola à cinta e outras histórias de Alice Vieira (4ªEdição Caminho) - 11 exemplares.

A Malta do 2ºC de Catarina Fonseca (Caminho) - 11 exemplares.

Ninguém dá prendas ao Pai Natal de Ana Saldanha (Caminho).




sábado, 10 de janeiro de 2009

Esta Semana recomendamos (16)...


Internet

Site:
http://www.archive.org
Este site é um autêntico serviço público à cultura. Procura tornar-se numa biblioteca online bastante completa, que armazena e disponibiliza a todos os utilizadores documentários históricos de há várias décadas, música, fotografia e vários conteúdos, que qualquer um de nós pode enviar. Personalize a sua pesquisa pela área que pretende e parta à descoberta do que o site tem para oferecer.


Livro:

Romance: " O Dia de Aljubarrota" de Luís Rosa
da Presença
Neste seu novo romance o autor agarra marcas referenciais do passado, não para desenterrar mortos, mas sim com o desejo de organizar para os vivos um espaço de rigor no qual o pensamento civilizacional se intensifica e estabelece um intemporal movimento de ideias. A narrativa vive da figura de Antão Vasques. O fulgor romanesco de Luís Rosa vai além dos feitos. É uma obra que vale a pena ler.


Cinema:

"A Troca" de Clint Eastwood
Com Angelina Jolie, John Malkovich e Michael Kelly
A Troca é a história de uma mãe que tudo tenta para encontrar o seu filho raptado.


DVD

"O Pai Tirano e o Pátio das Cantigas"
Com António Lopes Ribeiro e Francisco Ribeiro
da Zon Lusomundo


CD

80'S Ballads
Compilação POP-ROCK


Jogos

PC - "Os Sims 2: Habitação e Jardim (acessórios)
PS3 - Buzz! Quiz TV Special Edition


Espectáculo

"Comemorações do Nascimento da Marquesa de Cadaval"
17 de Janeiro
18h00
Auditório Acácio Barreiros


Música

"Concerto para bebés: Alvorada de um novo ano"
18 de Janeiro
10h00 ás 11h30
Auditório Jorge Sampaio


Teresa Amaral

Dos nossos Amigos da Escola Secundária Daniel Faria – Baltar (Clube de Contadores de Histórias)...

A PRINCESA DESENCANTADA

Quando alguma vez, em sonho ou viagem, voltar àquela terra, não poderei esquecer a história que certa tarde lá ouvi.Contou-ma um ancião, de olhar profundo e barba ruiva, à hora em que me deu para subir ao ponto mais alto da cidade e ver de lá as grandes torres espelhadas na água do rio que ali corre – rio de lágrimas que uma princesa, um dia, então chorou.Em tempos, este reino fora terra de encanto.Deixou de o ser a partir do momento em que o rei mandou prender a filha, na mais fortificada masmorra da cidade, por ela achar infame a servidão em que viviam os súbditos do reino.— Esta é a história de Tristália — resmoneou o velho — e como todas as histórias não é uma história perfeita: o fim parece o princípio e quem uma vez a ouvir logo pedirá que ninguém a volte a repetir.Fitando a mão trémula que apontava na direcção do rio, vi o desconhecido entrever o lugar onde se erguia a fortaleza em que a filha do rei vivera encerrada. Então ele contou:Desencantada, como a princesa, com a maldade que, às ordens do rei, cumpria lei, Tristália deixou de ser terra de amor.Dia e noite, a princesa não parava de chorar. Recomendavam-na às cortes, os nobres, convidava-a o clero a arrepender-se, mesmo temendo que sobre o povo desabassem novas iras do rei.O mais arrasador dos desencantos, porém, devia-se ao modo com que o rei Severo, seu pai, tratava a rainha Edwiges, sua mãe.Escandalizavam-se os chanceleres, o episcopado, a nação. De banquete em banquete, o rei Severo é que não.Por desígnio divino iluminada, resolveu a princesa pôr fim à humilhação.Qual segredo de estado, determinou sem demora escapar-se da prisão, correr mundo, revoltar-se como só o faz quem tem razão.Como mais vale fuga que espera, assim foi. Em semanas conquistou as boas-graças do guarda-mor Epaminondas, logo obteve a sela dum fogoso cavalo alazão.Do tesoureiro Sigesmundo, em poucos dias, elevada quantia em peças de oiro.Do camareiro Malaquias, em horas, uma poderosa espada de dois gumes.Planeada a evasão, antes fugir que ficar mal.Não ia ainda longe o cavaleiro embruxado, de armadura e espada em riste, e já um mensageiro, ao serviço do rei, passava aviso por terras de província e lugarejo.Entraram as tropas em estado de alerta. Povoaram-se de espias os postos de fronteira.Um capacete de sombra abateu-se sobre o rosto dos soldados entrincheirados nas esquinas.À saída da cidade, um mendigo, que acorrera ao som de tão ligeiro trote, interrompeu:— Onde vos leva esta pressa de viver, senhor do cavalo alazão?Deixou-lhe o cavaleiro idade a menos que outra coisa não tinha ali na ocasião!Fugia de si mesmo, não do mundo, o cavaleiro, atrás de si deixando um rasto de miséria e escravidão.De uma casa em ruínas saiu, de filho ao colo, uma mulher a quem a guerra encontrara vazio o coração:— Quem feliz fará, um dia, Senhor meu, todo o oiro que levais?Deixou-lhe o cavaleiro o sol e a lua, que mágoas há na vida que não esquecem mais.Entretanto, podia alguém adivinhar quem, assim disfarçado, segredava às ervas do caminho quantas vezes subidas honras, por muito que se diga, desonras são?À porta de um albergue, uma criança, fascinada pelo anel de luz que, na corrida, cavalo e cavaleiro lanço a lanço envolvia, fê-‑los estacar:— Se na tua espada, Rosa Peregrina, a vontade do povo assim confia, por que não voltas de pronto ao Palácio onde o terror da noite, em boa hora se fez dia?Deu meia volta o cavaleiro que de si tanto fugia. Aclamado nas ruas de Tristália, juntou‑se o foragido aos Pares do Reino que já nas cortes buscavam herdeiro entre os bastardos que, do rei Severo, então havia.Largado o manto, aos pés, ninguém ousou dizer que aquele misterioso cavaleiro a coroa não merecia.— Não há outro encanto — comentou o velho, emocionado — senão o que põe fim à reinação que os reis tiranos, quase sempre, espalham por servidão gratuita ou por mania.


Vergílio Alberto Vieira
O Livro dos Enganos Lisboa,
Editorial Caminho, 2002
Adaptação

domingo, 4 de janeiro de 2009

Esta Semana recomendamos (15)...


Internet
http://www.emcena.com
O Em Cena é um site amigo no que toca a dar informações sobre o cinema em cartaz em Portugal. Permite fazer a pesquisa por filme ou por sala de cinema. Na secção de estreias pode ver quais os filmes que vão estrear em breve. Pode ainda aceder aos trailers dos filmes.


Livro
Romance: "A crónica de Travnik", de Ivo Andric, da Cavalo de Ferro
A editora Cavalo de Ferro tem vindo a editar a obra do prémio Nobel de 1961. O romance passa-se nas vésperas das invasões napoleónicas na cidade bósnia de Travnik, localidade onde convivem judeus, muçulmanos e cristãos. É esta tensão inter-religiosa que Andric descreve magistralmente sob o cenário do Império Otomano.


Filme
"Austrália" de Baz Luhrmann
com David Wenham, Hugh Jackman e Nicole Kidman

Música

"Mississipi Gospel Choir"
Centro Cultural Olga Cadaval
Auditório Jorge Sampaio
Dia 9 de Janeiro às 22 horas


Visita
"Cabo da Roca" - o ponto mais ocidental da Europa.
Aqui pode disfrutar de uma excelente vista, uma sensação de comunhão com a natureza e ainda de algumas infra-estruturas de lazer.

DVD
"Quo Vadis" de Mervyn Leroy
Warner Bros.

CD
"Beyoncé: I Am........Sasha Fierce"
(special edition 2 cd)

Jogos
PC: Tomb Raider: Underworld
PS3: Need For Speed: Undercover


A Equipa que produz estas sugestões deseja um óptimo ano de 2009 e que ao disfrutar as nossas recomendações se divirtam e porque não, aprendam bastante...

Teresa Amaral e Carlos Garcia